domingo, 28 de setembro de 2008
red]A sua importância reside no facto de se ligar, não só a outros átomos de carbono, formando cadeias enormes, mas também a quase todos os outros elementos, metálicos e não metálicos.
A química orgânica, por sua vez, divide-se numa grande variedade de ramos especializados:
Análise orgânica: detecção de produtos naturais, presentes por vezes em quantidades ínfimas, como por exemplo o taxol.
Síntese orgânica: imitar a natureza e produzir quantidades úteis de produtos naturais raros, assim como de compostos de interesse puramente académico.
Mecanismos de reacções: permite descobrir novas reacções, novas sínteses e degradações, relacionar a estrutura com a reactividade dos compostos orgânicos.
A grande maioria dos compostos orgânicos deriva do petróleo. ("O petróleo é demasiado valioso para ser queimado." Carlos Corrêa)
Os compostos orgânicos, constituídos fundamentalmente por um esqueleto de carbono, contêm também outros elementos. P. ex:
Os diferentes compostos orgânicos apresentam similaridades que tornam possível agrupá-los em famílias. A cada família corresponde um grupo característico de átomos (antigamente designados grupos funcionais) que é em grande parte responsável pelo comportamento característico desses compostos. Os compostos orgânicos podem assim ser considerados derivados dos hidrocarbonetos por substituição de átomos de hidrogénio por outros átomos ou grupos de átomos. Por exemplo, os compostos com o grupo carboxilo são ácidos, sofrem protólise, reagem com bases formando sais, com halogenetos de fósforo formando halogenetos de acilo, etc.
Por:Rayssa Coutinho
domingo, 21 de setembro de 2008
Química é Vida
O que é química?
Quando uma folha de árvore é exposta à luz do sol e é iniciado o processo da fotossíntese, o que está ocorrendo é química. Quando o nosso cérebro processa milhões de informações para comandar nossos movimentos, nossas emoções ou nossas ações, o que está ocorrendo é química.
A química está presente em todos os seres vivos. O corpo humano, por exemplo, é uma grande usina química. Reações químicas ocorrem a cada segundo para que o ser humano possa continuar vivo. Quando não há mais química, não há mais vida.
Há muitos séculos, o homem começou a estudar os fenômenos químicos. Os alquimistas podiam estar buscando a transmutação de metais. Outros buscavam o elixir da longa vida. Mas o fato é que, ao misturarem extratos de plantas e substâncias retiradas de animais, nossos primeiros químicos também já estavam procurando encontrar poções que curassem doenças ou pelo menos aliviassem as dores dos pobres mortais. Com seus experimentos, eles davam início a uma ciência que amplia constantemente os horizontes do homem. Com o tempo, foram sendo descobertos novos produtos, novas aplicações, novas substâncias. O homem foi aprendendo a sintetizar elementos presentes na natureza, a desenvolver novas moléculas, a modificar a composição de materiais. A química foi se tornando mais e mais importante até ter uma presença tão grande em nosso dia-a-dia, que nós nem nos damos mais conta do que é ou não é química.
O que sabemos, no entanto, é que, sem a química, a civilização não teria atingido o atual estágio científico e tecnológico que permite ao homem sondar as fronteiras do universo, deslocar-se à velocidade do som, produzir alimentos em pleno deserto, tornar potável a água do mar, desenvolver medicamentos para doenças antes consideradas incuráveis e multiplicar bens e produtos cujo acesso era restrito a poucos privilegiados. Tudo isso porque QUÍMICA É VIDA.
QUÍMICA: CIÊNCIA SEMPRE PRESENTE.
A química está na base do desenvolvimento econômico e tecnológico. Da siderurgia à indústria da informática, das artes à construção civil, da agricultura à indústria aeroespacial, não há área ou setor que não utilize em seus processos ou produtos algum insumo de origem química. Com alto grau de desenvolvimento científico e tecnológico, a indústria química transforma elementos presentes na natureza em produtos úteis ao homem. Substâncias são modificadas e recombinadas, através de avançados processos, para gerar matérias-primas que serão empregadas na formulação de medicamentos, na geração de energia, na produção de alimentos, na purificação da água, na fabricação de bens como automóveis e computadores, na construção de moradias e na produção de uma infinidade de itens, como roupas, utensílios domésticos e artigos de higiene que estão no dia-a-dia da vida moderna.
A QUÍMICA DA ÁGUA PURA.
A água é o elemento mais abundante em nosso planeta. Ela cobre três quartos da superfície da terra. Mas apenas uma pequena parte desse volume é potável e está próxima aos centros urbanos. Sem a química, seria impossível assegurar à população o abastecimento de água. É através de processos químicos que a água imprópria ao consumo é transformada em água pura, límpida, sem contaminantes. O dióxido de cloro, por exemplo, é utilizado para oxidar detritos e destruir microorganismos. O cloreto de ferro e o sulfato de alumínio absorvem e precipitam a sujeira em suspensão, eliminando também cor, gosto e odores. O carbono ativo retém micropoluentes e detergentes. Soda e cal neutralizam a acidez da água. É a indústria química que fornece esses e outros produtos, permitindo ao homem continuar a usufruir de um elemento essencial à vida: água pura e saudável.
A QUÍMICA QUE ALIMENTA.
Como alimentar uma população em constante crescimento sem esgotar os recursos naturais do solo? A resposta é dada pela química. É através de produtos químicos que se fertiliza a terra, conservando e aumentando o seu potencial produtivo. A reposição de elementos como o nitrogênio, fósforo, potássio e cálcio, entre outros, retirados pela ação de chuvas, ventos, queimadas e constantes colheitas, é fundamental para manter a produtividade da terra. Sem os fertilizantes químicos, áreas esgotadas ou impróprias à agricultura teriam sido abandonadas, com consequente queda na produção de alimentos. Mais: novas áreas agrícolas teriam de ser abertas, reduzindo as reservas de matas e florestas. Também os defensivos químicos têm um importante papel nessa tarefa. Com eles, o agricultor garante a qualidade dos alimentos, a produtividade das plantações e evita a disseminação de doenças. Na pecuária, os medicamentos veterinários preservam a saúde dos rebanhos, evitam epidemias e aumentam a produtividade. A química, como se vê, é fértil em soluções que possam ajudar o homem a vencer o fantasma da fome.
A QUÍMICA DA SAÚDE.
A química está presente em praticamente todos os medicamentos modernos. Sem ela, os cientistas não poderiam sintetizar novas moléculas, que curam doenças e fortalecem a saúde humana. Mas a aplicação da química vai além dos medicamentos. Ela cerca o homem de outros cuidados que prolongam e protegem a vida. Fornecedor de uma quantidade fantástica de produtos básicos para outras indústrias, o setor químico também desenvolveu matérias-primas específicas para a medicina. Válvulas cardíacas, próteses anatômicas, seringas descartáveis, luvas cirúrgicas, recipientes para soro, tubos flexíveis e atóxicos e embalagens para coleta e armazenamento de sangue são apenas alguns dos exemplos dos produtos de origem química que revolucionaram a medicina. Hospitais, clínicas, laboratórios, enfermarias e unidades de terapia intensiva têm na química uma parceira indispensável. Os modernos equipamentos utilizados em cirurgias ou diagnósticos foram fabricados com matérias-primas químicas. Avançados desinfetantes combatem o risco de infecções. Reagentes aceleram o resultado de exames laboratoriais. Na medicina, mais do que em qualquer outra atividade, fica patente que química é vida.
A QUÍMICA DO DIA-A-DIA.
A química nos acompanha 24 horas por dia. Ela está presente em praticamente todos os produtos que utilizamos no dia-a-dia. Do sofisticado computador à singela caneta esferográfica, do possante automóvel ao carrinho de brinquedo, não há produto que não utilize matérias-primas fornecidas pela indústria química. Teclados, gabinetes e disquetes dos computadores, para ficar apenas em alguns exemplos, são moldados em resinas plásticas. No automóvel, há uma lista enorme de produtos de origem química: volantes, painéis, forração, bancos, fiação elétrica encapada com isolantes plásticos, mangueiras, tanques de combustível, pára-choques e pneus são apenas alguns desses itens. A maioria dos alimentos chegou às nossas mãos em embalagens desenvolvidas pela química. Em nossas roupas, há fibras sintéticas e corantes de origem química. Em nossa casa, há uma infinidade de produtos fornecidos, direta ou indiretamente, pela indústria química: a tinta que reveste as paredes, potes e brinquedos em plástico, tubos para condução de água e eletricidade, tapetes, carpetes e cortinas. Isso sem falar nos componentes químicos das máquinas de lavar roupas e louças, na geladeira, no microondas, no videogame e no televisor. Nos produtos que utilizamos em nossa higiene pessoal e na limpeza da casa também podemos perceber a presença da química. É só prestar atenção. Nosso cotidiano seria realmente muito mais difícil sem a química. É para ajudar o homem a ter mais saúde, mais conforto, mais lazer e mais segurança que a indústria química investe dia-a-dia em tecnologia, em processos seguros e no desenvolvimento de novos produtos. O resultado é o progresso.
A QUÍMICA DOS NOVOS MATERIAIS
Um dos principais ramos industriais da química é o segmento petroquímico. A partir do eteno, obtido da nafta derivada do petróleo ou diretamente do gás natural, a petroquímica dá origem a uma série de matérias-primas que permite ao homem fabricar novos materiais, substituindo com vantagens a madeira, peles de animais e outros produtos naturais. O plástico e as fibras sintéticas são dois desses produtos. O polietileno de alta densidade (PEAD), o polietileno de baixa densidade (PEBD), o polietileno tereftalato (PET), o polipropileno (PP), o poliestireno (PS), o policloreto de vinila (PVC) e o etileno acetato de vinila (EVA) são as principais resinas termoplásticas. Nas empresas transformadoras, essas resinas darão origem a autopeças, componentes para computadores e para as indústrias aeroespacial e eletroeletrônica, a garrafas, calçados, brinquedos, isolantes térmicos e acústicos ...enfim, a tantos itens que fica difícil imaginar o mundo, hoje, sem o plástico, tantas e tão diversas são as suas aplicações. Os produtos das centrais petroquímicas também são utilizados para a produção, entre outros, de etilenoglicol, ácido tereftálico, dimetiltereftalato e acrilonitrila, matérias-primas para a produção dos fios e fibras de poliéster, de náilon, acrílicos e do elastano. As fibras sintéticas, em associação ou não com fibras naturais como o algodão e a lã, são transformadas em artigos têxteis e em produtos utilizados por diferentes indústrias, como a de pneumáticos, por exemplo. E, a cada dia, surgem novas aplicações para as fibras sintéticas e para as resinas termoplásticas. Resultado: maior produção, menores preços e maior facilidade de acesso da população aos bens de consumo, gerando mais qualidade de vida.
A QUÍMICA DESENHA O FUTURO.
Veículos totalmente recicláveis, construídos com materiais mais resistentes porém mais leves do que o aço. Moradias seguras e confortáveis, erguidas rapidamente e a um custo mais baixo. Produtos que, ao entrar em contato com o solo, são degradados e se transformam em substâncias que ajudam a recuperar a fertilidade da terra. Plantações de vegetais que produzem plásticos. Combustíveis de alto rendimento energético e não-poluentes. Medicamentos ainda mais eficazes. Substâncias capazes de tornar inertes os esgotos de toda uma cidade. Recuperação de áreas devastadas por séculos de exploração. Sonhos? Não para a química, uma ciência que constantemente amplia as fronteiras do conhecimento. Voltada para o futuro, a indústria química investe grande parte do seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento. Foi a indústria química que, com as fibras sintéticas, permitiu ao setor têxtil ampliar a produção e baratear os preços das roupas. Com os plásticos, foram criadas embalagens que conservam alimentos e remédios por longos períodos, tubos resistentes à corrosão e peças e componentes utilizados pelas mais diferentes indústrias. Isto para ficar apenas em alguns exemplos. Da mesma forma, será a indústria química que facilitará ao homem desenvolver processos e materiais que lhe permitirão assegurar alimento, moradia e conforto às novas gerações. Muito do futuro do homem e do planeta está sendo desenhado hoje pela química.
A QUÍMICA DA MELHORIA CONTÍNUA.
Evitar ou controlar o impacto causado pelas atividades humanas ao meio ambiente é uma preocupação mundial. Como em muitas outras atividades, a fabricação de produtos químicos envolve riscos. Mas a indústria química, apontada por muitos anos como vilã nas agressões à natureza, tem investido em equipamentos de controle, em novos sistemas gerenciais e em processos tecnológicos para reduzir ao mínimo o risco de acidentes ecológicos. Um exemplo da aplicação dessa nova visão é o Programa Atuação Responsável®, coordenado em âmbito nacional pela Associação Brasileira da Indústria Química - ABIQUIM. O Programa Atuação Responsável® estabelece procedimentos de melhoria contínua em vários campos de atividade da indústria, com destaque para a redução na emissão de efluentes, controle de resíduos, saúde e segurança no trabalho e preparação para o atendimento a emergências. Todo o ciclo de vida de um produto químico é detidamente analisado para evitar qualquer risco ao meio ambiente, mesmo quando a embalagem é descartada pelo consumidor. Efluentes e resíduos são tratados até se tornarem inertes. Sofisticados equipamentos de controle ambiental estão em operação em várias empresas. Equipes são constantemente treinadas para atuarem prontamente em caso de acidentes com produtos químicos, evitando riscos ao homem e ao meio ambiente. A indústria química trabalha, investe e pesquisa para jogar limpo com a natureza. Um jogo em que todos ganham.
Por: Bruna Ximenes
terça-feira, 16 de setembro de 2008
[violet]Se você acha que química orgânica é um monstro de sete cabeças, agora, olhando por um novo ângulo, verá como vai ficar mais fácil compreendê-la.
A química orgânica exerce grande participação no nosso cotidiano. Grande parte dos compostos produzidos em nosso corpo são orgânicos por exemplo a uréia e a glicose. Não apenas em nós, como também em todos os seres vivos, sejam eles vegetais ou animais.
Também a encontramos como combustível, na produção de tinta e sabões, até mesmo na criação de um novo composto que pode ser usado para salvar vidas.
Vários produtos essenciais para a vida são orgânicos, por isso existem tantos diferentes compostos.
Além do ar que respiramos (O2) e da água que constitui 80% do nosso corpo, há um átomo que é fundamental: o Carbono. E é dos compostos desse elemento que a química orgânica vai tratar.
domingo, 14 de setembro de 2008
As cores produzidas em um show de fogos de artifício são produzidas a partir de dois fenômenos, a incandescência e a luminescência.
A incandescência é a luz produzida pelo aquecimento de substâncias. Quando se aquece um metal, por exemplo, ele passa a emitir radiação infravermelha, que vai se modificando até se tornar radiação visível na cor branca. Isso irá depender de qual temperatura é atingida. Um exemplo de incandescência são as lâmpadas incandescentes, onde existe um filamento de tungstênio que é aquecido e passa a produzir luz, a partir da incandescência. Este fenômeno é, também, visto nos fogos de artifício, nos quais são utilizados metais como o alumínio e magnésio, que ao queimarem produzem alta claridade.
A luminescência é a luz produzida a partir emissão de energia, na forma de luz, por um elétron excitado, que volta para o nível de energia menos energético de um átomo.
Este fenômeno, a luminescência, pode ser explicado da seguinte forma: 1) Um átomo, de um elemento químico qualquer, possui elétrons em níveis de energia. Ao receber energia, estes elétrons são excitados, ou seja, são promovidos a níveis de energia mais elevados. A quantidade de energia absorvida por um elétron é quantizada, ou melhor, é sempre em quantidades precisas, não podendo ser acumulada. 2) O elétron excitado tem a tendência de voltar para o nível menos energético, pois é mais estável. Quando ocorre esta passagem, do nível mais energético para o menos, ocorre também a liberação da energia absorvida, só que agora, na forma de um fóton, ou seja, na forma de luz.
A luminescência é uma característica de cada elemento químico. Ou seja, átomos de sódio quando aquecido, emitem luz amarela, pela luminescência. Já os átomos de estrôncio e lítio produzem luz vermelha. Os de bário produzem luz verde e assim por diante.
Os fogos de artifício utilizam deste fenômeno e desta variedade, uma vez que há fogos das mais diversas cores. No entanto, nos fogos de artifício são utilizados sais destes elementos químicos, pois o elemento puro, é muitas vezes, reativo.
Por: Sammily Sales

Dentre todas as substâncias químicas, uma das mais conhecidas e estudadas é o benzeno. Formada por apenas 12 átomos - 6 carbonos e seis hidrogênios, esta molécula figura em qualquer livro de química. A maior parte das substâncias com atividade biológica apresentam, em sua estrutura, o anel benzênico, assim como os alcalóides, alguns amino ácidos e muitos polímeros sintéticos. Em várias ocasiões, a molécula do benzeno esteve presente também no QMCWEB.
Brasil.Pau brasil.
Da àrvore, o corante.
Das cores, o carnaval.
Nas cores, a química!

A Terra é azul! Essa foi a exclamação do primeiro homem a ver o nosso planeta do espaço, o russo Yuri Gagarin. Ele poderia ter dito muitas outras coisas. Algo como a terra é redonda. Ou, então, que o planeta parece uma pequena bola perdida no infinito. Mas não. Gagarin, emocionado, preferiu gritar que a Terra é azul.
A exclamação de Gagarin é reveladora do fascínio que a cor exerce sobre a humanidade. A cor mexe com nossas emoções, dá nova dimensão aos objetos, modifica espaços, altera formas. O azul visto por Gagarin, sabemos, é resultado da refração da luz solar, um fenômeno natural. Porém, muito do azul - e também de todas as outras cores que enxergamos em nosso dia-a-dia - é resultado do desenvolvimento da Química.
Foi através da Química que o homem conseguiu reproduzir os magníficos tons e cores gerados pela natureza, além de criar novas e infinitas tonalidades. As cores básicas do arco-íris inspiraram o nascimento de uma tecnologia que coloriu ainda mais o planeta azul. E tornou a cor mais acessível a todos. Como? Simples. Antes de desenvolver, no século XIX, o processo de síntese para a produção de corantes e pigmentos, o homem utilizava minérios, como os óxidos de ferro e de manganês, ou extratos vegetais para dar cor a artigos e objetos, o que limitava bastante a produção e também a criatividade dos artistas.
Convenhamos, sem a Química, gênios como Rembrandt, Picasso, Da Vinci, Van Gogh, Monet, Portinari, Di Cavalcanti, Dali, Manabu Mabe, entre tantos outros, teriam mais dificuldades para "mergulhar" no cotidiano e descobrir cores e formas que estão à nossa volta, mas que nossos sentidos não percebem e que, por isso mesmo, precisam ser "despertados" pelo artista.
A Química é companhia constante de artistas de todo o mundo e, portanto, da poesia que nos cerca. É o caso da terebintina. Não, não se trata de nenhuma tela famosa, muito menos de uma pintora "naif" que começa a despontar nos círculos de arte. A terebintina é uma substância química que entra na composição dos solventes utilizados por pintores de todo o mundo, amadores ou profissionais, para dissolver tintas e limpar pincéis. É claro que, independente deste fato, ninguém vai entrar em um museu ou em uma galeria de arte para discutir a presença da Química nas telas. A idéia é deixar a alma se impregnar da beleza retratada pelo artista. Mas sempre é bom lembrar que sem os corantes e pigmentos desenvolvidos pela Química o mundo seria bem menos colorido.
E não é só na pintura que a Química dá o tom. Há milhares de corantes e pigmentos químicos, alguns com nomes bastante difíceis de pronunciar, que são utilizados em outras "artes", como o hidrocloreto de pentametiltriaminotrifenilcarbinol, corante utilizado no tingimento de couro, madeira, laca e na fabricação do papel carbono. Ou o tetrabromofluoresceína, utilizado para colorir líquidos em geral. A complexidade dos nomes químicos, porém, é uma outra questão. É muito mais simples e poético utilizar um nome popular. Afinal, a exclamação de Gagarin teria um impacto bem menor se ele dissesse "a terra tem a tonalidade do 1-(2-hidroxietilamino)4-metilaminoantraquinona". Azul é bem melhor.
Por Sammily Sales
As reações químicas podem, como sabemos, ter as mais diversas velocidades. Compare um pedaço de lata enferrujando com uma banana de dinamite explodindo !! O fato comum à maior parte das reações é o aumento de sua velocidade com o aumento da temperatura, isto é, quando o movimento molecular torna-se mais rápido e mais violento.Por esta razão, os pesquisadores acreditaram por muito tempo que se uma molécula vai participar de uma reação, ela precisa primeiro ser "ativada", isto é, alçada por sobre uma barreira. Quando duas moléculas colidem, normalmente nada acontece, elas simplesmente se afastam. Mas, quando a temperatura é alta o bastante, a colisão é tão violenta que elas reagem entre si e novas espécies podem ser formadas. Uma vez que se fornece um salto de temperatura suficientemente alto a uma molécula, ela reage rapidamente, com o quê ligações químicas são quebradas e novas são formadas. Isto também se aplica a reações que parecem ser lentas (lembre da lata enferrujando). A diferença é que o salto de temperatura ocorre mais raramente numa reação lenta do que em uma rápida.
Por: Sammily Sales
QUMÍCA ESPECIAL: Robert Wilhelm Bunsen

Resposta: NÃO !E=mc2
Embora a resposta à esta pergunta seja, evidentemente, não, a resposta afirmativa é freqüentemente encontrada na imprensa e mesmo em livros textos conceituados de química. Surpreso? Pense bem. Se a resposta fosse afirmativa, dois princípios fundamentais da ciência, os princípios da conservação da massa e da energia, não seriam rigorosamente válidos. Na melhor das hipóteses, seriam aproximadamente verdadeiros. Além disso, se E=mc2, DE=Dmc2 e a razão DE/D m=c2. Como c, a velocidade da luz no vácuo é um número real, c2 é sempre positivo. Se em um sistema houvesse transformação de energia em massa, DE seria negativo, Dm seria positivo e a razão DE/Dm seria negativa, o que mostra a inconsistência do raciocínio.
Por:Sammily Sales
*Sabe o que os cientistas tiveram que fazer, em 1932, para descobrir os nêutrons?
Tomaram um "Cha-de-Wick"
*Porque os cientistas não conseguem segurar os elétrons?
Por causa dos seus "SPINS"
*O que os prótons vivem dizendo para os elétrons:-Vocês são muito negativos
*O que todos falam dos elétrons?Que eles são muito negativos.
*O elétron chegou na rodoviária e perguntou:-Onde posso colocar minha carga?
*Que profissional os cientistas contrataram para quantificar as substâncias?o "Avogadro"
*Os elementos químicos são classificados em dois grandes grupos o dos "A"ltos e dos "B"aixos.
*Sabe o que o Hélio falou para os outros gases nóbres?
Eu sou o gás mais nobre, o meu nome é sol.
*Quando um orbital "s" se funde(uni) com um orbital "p" nasce uma mula (Híbrido)*O que as mulheres mais valorizam hoje em dia é o "Físico"
*No amor ocorre um fenômeno físico ou fenômeno químico?-Ocorrem os dois, eu diria que ele é fenomenal.
Por: Sammily Sales
A vitamina D é fixada no organismo através de reações de fotoquímica, ou seja, é necessário luz solar para a sua realização. Para vixar a vitamina D é necessário tomar sol.
As armas químicas são usadas desde a primeira guerra mundial. E teve grande uso na segunda guerra mundial, pelo nazistas, contra os judeus, nas câmaras de gases.
A ausência de vitamina A, acarreta a cegueira noturna, também conhecida como xeroftalmia.
A ausência de vitamina C provoca o sangramento das gengivas e possível perda dos dentes, também conhecida como escorbuto. Esta doença era muito comum nos marinheiros.
O KCl e o NaCl, quando misturados, podem ser classificados como uma solução sólida.
O gás oxigênio induz a convulsões, quando em altas concentrações. Como peróxido, superóxido e
ozônio é razoavelmente tóxico.
O lítio é usado farmacologicamente para tratamento de pacientes maníaco-depressivos. E é levemente tóxico.
por: Sammily Sales
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
PORQUE A MORDIDA DA FORMIGA É TÃO DOLORIDA??
Por: Hellga Domenique
A QUÍMICA DO COTIDIANO
Desde muitos séculos se sabe que muitos materiais também podem emitir luz quando excitados. Isto ocorre quando os elétrons dos átomos absorvem energia e passam para níveis mais altos. Quando os elétrons voltam para os níveis mais baixos, liberam a diferença de energia. E esta liberação pode ocorrer na forma de emissão de luz. Este fenômeno é usado, por exemplo, na confecção dos fogos de artifício. Quando os fabricantes desejam produzir fogos de artifício coloridos, misturam à pólvora compostos de certos elementos químicos apropriados, utilizam sais de diferentes metais na mistura explosiva (pólvora) para que, quando detonados, produzam cores diferentes. Para se obter a cor amarela, por exemplo, adicionam sódio (Na), para conseguir o vermelho-carmim, colocam estrôncio (Sr). Quando querem o azul-esverdeado, utilizam cobre (Cu). Desejando o verde, empregam o bário (Ba), se a cor desejada for a violeta, usam o potássio (K) e para o vermelho podem utilizar o cálcio (Ca). Na hora em que a pólvora explode, a energia produzida excita os elétrons desses átomos, ou seja, os elétrons "saltam" de níveis de menor energia (mais próximos do núcleo) para níveis de maior energia (mais distantes). Quando retornam aos níveis de menor energia, liberam a energia que absorveram, na forma de luz colorida.As diferentes cores são observadas quando os elétrons dos íons metálicos retornam para níveis menores de energia (mais internos), emitindo radiações com a coloração característica de cada "salto" energético (diferentes comprimentos de onda).Lembremos do que acontece na sua cozinha, quando a água com sal do arroz escorre na panela e atinge a chama azul do fogo. Aparece uma coloração amarela bem forte. O sal de cozinha é o cloreto de sódio, e a cor característica do sódio é amarela.Os luminosos de neônio (Ne) e as lâmpadas de vapor de sódio ou mercúrio (Hg), utilizadas em iluminação pública, são dispositivos baseados em tubos de raios catódicos. Estes tubos são ampolas de vidro com um gás no seu interior, a baixa pressão, e que possuem extremidades metálicas onde se aplica uma diferença de potencial elétrico. Eles são semelhantes aos tubos de imagem dos televisores. Nestes, há uma substância no estado gasoso, cujos elétrons são excitados por ação da corrente elétrica. Quando esses elétrons retornam, há a emissão e luz. Nos luminosos de gás neônio, a luz emitida é vermelha, e nas lâmpadas de vapor de sódio é amarela.Alguns seres vivos possuem um interessante mecanismo em seus organismos: reações química utilizam a energia (proveniente dos alimentos) para excitar elétrons de alguns átomos. Quando os elétrons voltam ao estado fundamental, há emissão de luz.
Esse fenômeno é chamado de bioluminescência.O caso mais conhecido de bioluminescência é o dos vaga-lumes (ou pirilampos). Há evidências de que eles utilizam os sinais luminosos para se comunicarem com os parceiros do sexo oposto. A emissão de luz neste caso, tem portanto, finalidade relacionada ao acasalamento dos vaga-lumes.Há outras espécies de seres vivos (por exemplo, alguns fungos, algas, vermes e cnidários) que também apresentam bioluminescência, porém os cientistas ainda não esclareceram, em muitos casos, qual o papel que este fenômeno desempenha em suas vidas.Alguns materiais, quando absorvem radiação, emitem de volta luz visível. Esse fenômeno é chamado genericamente de luminescência. Quando a emissão ocorre imediatamente após a incidência da radiação, o fenômeno é chamado de fluorescência. Se, por outro lado, a emissão demorar alguns segundos ou até mesmo algumas horas, chamamos de fosforescência. Portanto as lâmpadas são fluorescentes e os interruptores de luz são fosforescentes.Podemos notar que a química está mesmo presente em tudo, desde a fabricação de fogos de artifício, até a comunicação entre os insetos. Este fenômenos aparentemente são bem diferentes mas, na realidade, utilizam as mesmas propriedades básicas da matéria como a espectroscopia, estrutura atômica, etc.
As reações químicas ocorrem constantemente no ambiente, nas fábricas, nos veículos e em nosso corpo. Em uma reação química, um ou mais tipos de matéria se transformam em um novo tipo — ou em vários novos tipos — de matéria. Abaixo, mostram-se algumas reações comuns. A vida tal como a conhecemos não existiria sem esses processos: as plantas não poderiam realizar a fotossíntese, os automóveis não se moveriam, os músculos não teriam força, a cola não grudaria e o fogo não poderia arder.
Por : DÉBORA OLIVEIRA
ÁCIDOS MAIS COMUNS NA QUÍMICA DO COTIDIANO
O ácido impuro (técnico) é vendido no comércio com o nome de ácido muriático. É encontrado no suco gástrico. É um reagente muito usado na indústria e no laboratório. É usado na limpeza de edifícios após a sua caiação, para remover os respingos de cal. É usado na limpeza de superfícies metálicas antes da soldagem dos respectivos metais.
Ácido sulfúrico (H2SO4)
É o ácido mais importante na indústria e no laboratório. O poder econômico de um país pode ser avaliado pela quantidade de ácido sulfúrico que ele fabrica e consome. O maior consumo de ácido sulfúrico é na fabricação de fertilizantes, como os superfosfatos e o sulfato de amônio. É o ácido dos acumuladores de chumbo (baterias) usados nos automóveis. É consumido em enormes quantidades em inúmeros processos industriais, como processos da indústria petroquímica, fabricação de papel, corantes, etc. O ácido sulfúrico concentrado é um dos desidratantes mais enérgicos. Assim, ele carboniza os hidratos de carbono como os açúcares, amido e celulose; a carbonização é devido à desidratação desses materiais. O ácido sulfúrico "destrói" o papel, o tecido de algodão, a madeira, o açúcar e outros materiais devido à sua enérgica ação desidratante. O ácido sulfúrico concentrado tem ação corrosiva sobre os tecidos dos organismos vivos também devido à sua ação desidratante. Produz sérias queimaduras na pele. Por isso, é necessário extremo cuidado ao manusear esse ácido. As chuvas ácidas em ambiente poluídos com dióxido de enxofre contêm H2SO4 e causam grande impacto ambiental.
Ácido nítrico (HNO3)
Depois do sulfúrico, é o ácido mais fabricado e mais consumido na indústria. Seu maior consumo é na fabricação de explosivos, como nitroglicerina (dinamite), trinitrotolueno (TNT), trinitrocelulose (algodão pólvora) e ácido pícrico e picrato de amônio. É usado na fabricação do salitre (NaNO3, KNO3) e da pólvora negra (salitre + carvão + enxofre). As chuvas ácidas em ambientes poluídos com óxidos do nitrogênio contém HNO3 e causam sério impacto ambiental. Em ambientes não poluídos, mas na presença de raios e relâmpagos, a chuva também contém HNO3, mas em proporção mínima. O ácido nítrico concentrado é um líquido muito volátil; seus vapores são muito tóxicos. É um ácido muito corrosivo e, assim como o ácido sulfúrico, é necessário muito cuidado para manuseá- lo.
Ácido fosfórico (H3PO4)
Os seus sais (fosfatos) têm grande aplicação como fertilizantes na agricultura. É usado como aditivo em alguns refrigerantes.
Ácido acético (CH3 - COOH)
É o ácido de vinagre, produto indispensável na cozinha (preparo de saladas e maioneses).
Ácido fluorídrico (HF)
Tem a particularidade de corroer o vidro, devendo ser guardado em frascos de polietileno. É usado para gravar sobre vidro.
Ácido carbônico (H2CO3)
É o ácido das águas minerais gaseificadas e dos refrigerantes. Forma-se na reação do gás carbônico com a água:
CO2+H2O®H2CO3
Por: DÉBORA OLIVEIRA
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Os Combustíveis: um tema motivivador no Ensino Médio
Palavras Chave: combustíveis, conceitos de química, mapa conceitual.
Introdução
Não é de hoje que se verifica que ensinar conceitos
químicos partindo do cotidiano do aluno é muito mais
eficiente para a aprendizagem significativa da
Química do que aquela aprendizagem mecânica
baseada na transmissão-recepção, o que leva a uma
memorização temporária do conhecimento aprendido.
A motivação é importante para que os alunos se
interessem em aprender e com isto a aprendizagem é
muito mais significativa. São inúmeros os assuntos
que podem ser utilizados para chamar a atenção do
aluno, mas sem dúvida, os combustíveis despertam a
curiosidade dos alunos por estarem sempre em
contato com os diferentes tipos destes. Este tema
proporciona diversas abordagens diferentes com a
inserção de várias atividades para o aprendizado do
aluno. Durante o curso de Pós-Graduação Lato
Sensu da UEL, “Química do Cotidiano na Escola”, foi
desenvolvida uma monografia sobre combustíveis,
portanto, este trabalho é uma proposta de utilização
deste interessante assunto como tema motivador no
Ensino Médio.
Resultados e Discussão
Primeiramente deve ser elaborado pelo professor
de Química, através de um mapa conceitual1, um
plano de ensino a ser desenvolvido utilizando “Os
Combustíveis” como tema motivador.
Como organizador prévio propõem-se visitas a
postos de combustíveis, empresas que utilizem
fontes de energias alternativas como por exemplo, a
energia solar, a biomassa. Esta é uma estratégia
instrucional motivadora.
Este tema motivador é de tal forma abrangente
que pode ser tratado no Ensino Médio de forma
multidisciplinar, correlacionando a Química com a
Biologia (estudo das funções vitais com a produção
de energia a partir dos alimentos, da manutenção da
temperatura corpórea nos animais de sangue quente
e dos problemas ambientais como a influência da
queima de combustíveis para o efeito estufa), com a
Física (pela correlação do movimento e da energia
necessária neste fenômeno), com a Matemática (pela
resolução de cálculos de termoquímica e
transformação da variação de volume dos gases em
movimento-trabalho). Pode-se ainda relacionar a
Química com as disciplinas de Português, História e
Geografia.
São propostas algumas experiências que podem
ilustrar e ajudar na fixação de alguns conteúdos,
relacionados a este tema, visando facilitar o
aprendizado do aluno. Entre os objetivos destas
experiências estão: 1) Estudar os conceitos de
polaridade das substâncias, de solubilidade e de
densidade, aplicados no cotidiano, para controle da
qualidade da gasolina; 2) Estudar a transformação da
energia térmica (calor) em energia mecânica
(movimento-trabalho); 3) Estudar a importância da
conservação de energia no uso de combustíveis
fósseis; 4) Estudar a permeabilidade do solo e
relacioná-lo, tanto quanto possível, com a extração do
petróleo; e, 5) Simular o que ocorre durante a
perfuração de um poço de petróleo. Simulação do
Bolwout no poço de petróleo. Pretende-se com estas
atividades experimentais motivar os alunos a
correlacionar assuntos novos (de Química) com a
bagagem pessoal vinda de seu cotidiano particular.
No final de cada experimento são realizados
comentários que têm por objetivo ampliar os
horizontes de trabalho do professor com a natureza
inquisitória, carente de desafios e altamente
competitiva presentes nos alunos do Ensino Médio.
Conclusões
O uso de temas motivadores relacionados com o
dia-a-dia valoriza as idéias que os alunos trazem de
suas vivências relacionadas com a Química e outras
disciplinas. A utilização de um tema motivador tão
abrangente e tão ligado ao cotidiano dos alunos como
este, para trabalhar os conteúdos de Química, com
certeza ajudará muito mais na obtenção de
resultados em termos de aprendizagem, já que
aquela aplicação do ensino tradicional através dos
conteúdos de livros textos ou expostos pelo
professor, no qual os alunos escutam a explicação do
professor e estudam por meio de uma estratégia de
memorização repetitiva, não tem mostrado muita
eficiência. Por trabalhos já publicados pode se
observar resultados satisfatórios com a utilização de
temas interdisciplinares2-4
Por: Brenda Leite
Ciência da Fé - Ex-padre defende que Deus e teoria evolutiva de Darwin são compatíveis
Francisco J. Ayala, ex-dominicano, lança livro que louva contribuição do darwinismo.
Pesquisador é um dos principais baluartes contra o criacionismo e o design inteligente.
Para um professor universitário, Francisco J. Ayala passa muito tempo na estrada.
Biólogo e geneticista evolutivo na Universidade da Califórnia em Irvine, ele freqüentemente fala em universidades, igrejas e qualquer outro lugar, geralmente em defesa da teoria da evolução e contra argumentos do criacionismo e seu primo ideológico, o design inteligente.
Geralmente ele prega para os já convertidos. Mas nem sempre. Enquanto desafios para o ensino da evolução continuam surgindo, os legisladores discutem medidas para equacionar o ensino do criacionismo com liberdade acadêmica e um novo filme liga Darwin ao diabólico, abrangendo desde o fim da liberdade de expressão até o holocausto, “eu recebo muita gente que não sabe o que pensar”, diz Ayala. “Ou eles acreditam em design inteligente, mas querem escutar o que tenho a dizer.”
Ayala, um ex-padre dominicano, diz a seu público que a evolução é uma bem corroborada teoria científica, mas também que a crença na evolução não rejeita a crença em Deus. Na verdade, diz ele, a evolução “é mais consistente com a crença em um deus pessoal do que com o design inteligente. Se Deus projetou organismos, ele tem muitas contas a prestar”.
Considere, diz ele, que pelo menos 20% das gravidezes notoriamente terminam em aborto espontâneo. Se isso resulta de anatomia divinamente inspirada, diz Ayala, “Deus é o médico que mais realiza abortos”. Ou considere, diz ele, o “sadismo” em parasitas que vivem devorando seus hospedeiros, ou os hábitos de acasalamento de insetos como pequenos mosquitos que fertilizam seus ovos consumindo os genitais de seus parceiros, juntamente com todas as suas outras partes.
Para os insetos, diz Ayala, isso faz sentido evolutivo. “Se você é um macho e acabou de acasalar, a melhor coisa que pode fazer por seus genes é ser comido.” Mas se Deus ou outro agente inteligente fez as coisas dessa maneira de propósito, diz ele, “então ele é um sádico, certamente faz coisas estranhas e é um péssimo engenheiro”.
Essa também é a mensagem de seu último livro, "Darwin's Gift to Science and Religion" (Joseph Henry Press, 2007). Ele escreve que, como estudante de teologia na Espanha, foi ensinado que a evolução “providenciou o 'elo perdido' na explicação da maldade no mundo” – uma defesa da bondade e da onipotência de Deus, apesar da existência do mal.
“Enquanto dilúvios e secas eram uma conseqüência necessária da construção do mundo físico, predadores e parasitas, disfunções e doenças eram uma conseqüência da evolução da vida”, escreve. “Eles não eram um resultado de um design deficiente e malévolo.”
Ayala dá cerca de 50 palestras por ano, segundo disse numa recente entrevista em Nova York, um dia depois de fazer, no City College, uma palestra inaugural em genética. (Ele havia palestrado no dia anterior, na Universidade Estadual da Carolina do Norte, sobre a evolução da moralidade, e falaria de novo dois dias depois, na Universidade McGill em Toronto, onde o assunto seria darwinismo e religião.)
Graças à sua eminência –- ele é membro da Academia Nacional de Ciências, ex-presidente da Associação Americana para o Avanço da Ciência e ganhador da Medalha Nacional de Ciência –-, Ayala “tem um púlpito intimidante”, diz Eugenie Scott, que encabeça o Centro Nacional para Educação Científica, um grupo que defende o ensino da evolução e ataca o criacionismo em escolas públicas. “Quando Francisco fala, as pessoas ouvem.”
Apesar de sua lotada agenda de viagens, ele continua a ensinar, a pesquisar e a publicar. Mas seu maior interesse, fora da vida acadêmica, é o vinho, especificamente as vinícolas de que ele e sua esposa, Hana, são donos em Sacramento County e San Joaquin County no norte da Califórnia, e onde produzem uvas para muitas produtoras de vinho. Em junho ele dará uma palestra sobre vinho e saúde, mas como um amante de vinho. “Não falarei muito sobre saúde”, diz ele.
Ayala, 74, nasceu em Madri e estudou teologia na Faculdade Pontifícia de San Esteban em Salamanca antes de vir aos Estados Unidos em 1961, para estudos de graduação em genética em Columbia. De lá ele foi à Universidade Rockefeller, depois para Davis e então para Irvine. Tornou-se um cidadão americano em 1971. Ele e sua esposa, uma ecologista que trabalha para estimular os esforços de conservação de resorts em áreas tropicais, têm dois filhos.
Ayala disse ter ficado surpreso com a quantidade de americanos que acredita que a teoria da evolução é contrária à crença em Deus, ou que a teoria é errônea ou até mesmo fraudulenta. (Na verdade, não há um crível desafio científico à teoria como uma explicação para a complexidade e diversidade da vida na Terra.)
Algumas vezes, diz ele, pessoas vão às suas palestras determinados a desafiá-lo, geralmente citando argumentos criacionistas familiares –- que uma estrutura como a cauda da bactéria, ou flagelo, é complexa demais para ter surgido através da evolução, ou que cientistas mentiram quando demonstraram que as mariposas na Inglaterra evoluíram para uma cor mais escura quando a Revolução Industrial cobriu suas árvores nativas com fuligem.
Mas ele disse que ainda estava para encontrar um desafio que não pudesse explicar. Quando as pessoas perguntam sobre o flagelo das bactérias, por exemplo, “eu explico que hoje em dia já foi decifrado em grande detalhe como as partes básicas do flagelo evoluíram independentemente e existem independentemente”, diz ele.
Quanto às traças, ele aceita que, nas famosas fotos ilustrando a descoberta, as traças escuras haviam sido coladas às árvores escuras. Mas a observação de que as traças haviam se tornado mais escuras juntamente com as árvores era real, diz ele. “Para obter uma boa fotografia, nós as colamos,” disse. “Não se trata de falsificar a ciência. Isso é algo para facilitar o ensino.”
E ele descarta o argumento de que só seria justo ensinar os dois lados da controvérsia evolução/criacionismo. “Não ensinamos alquimia junto com química,” diz ele. “Não ensinamos bruxaria junto com medicina. Não ensinamos astrologia junto com astronomia.”
Ele disse ter se entristecido ao ver a adoção da evolução identificada com “ateísmo explícito”, como nos livros do biólogo evolucionista Richard Dawkins ou outros escritores que abordam o debate entre ciência e fé.
Nem a existência e nem a não-existência de Deus são suscetíveis a provas científicas, diz Ayala, e equacionar a ciência com o abandono da religião “se encaixa no preconceito” de defensores do design inteligente e outras idéias criacionistas.
“Ciência e religião se juntam numa esfera de conhecimento sem sobreposição”, ele escreve no novo livro. “Somente quando as asserções são feitas além de suas legítimas fronteiras é que a teoria evolutiva e a crença religiosa parecem ser antitéticas."
É importante que Ayala “não seja um anti-religião”, diz Scott, “porque os criacionistas sempre exibem os anti-religião da ciência como se eles falassem por todos os cientistas. Eles claramente não falam por Francisco e muitos outros”. No entanto, Ayala não diz se mantém sua fé religiosa. “Eu não quero ser estigmatizado”, diz ele. “Nem por um lado e nem pelo outro.”
Por: Bruna Ximenes
Ciência da Fé - Livro mostra busca de Isaac Newton por 'código da Bíblia' sobre o fim do mundo
Pai da física moderna realizou estudo detalhado do livro do profeta Daniel e do Apocalipse.
Cientista relacionava profecias com história política e religiosa da Europa até sua época.
Um livro que acaba de chegar ao Brasil ajuda a revelar um lado surpreendente de Isaac Newton (1643-1727), pai da física moderna e responsável por formular a lei da gravidade, entre outras realizações científicas fundamentais. Nas horas vagas (ou, para ser mais exato, na maior parte do tempo durante sua maturidade), Newton se dedicava a um estudo detalhado, ponto por ponto, dos escritos atribuídos ao profeta Daniel e do Apocalipse, os dois livros bíblicos que mais versam sobre o fim do mundo. Para o cientista britânico, as duas obras eram guias precisos para a história do mundo até sua época e continham a chave para desvendar o que aconteceria no final dos tempos.
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Alguns dos estudos apocalípticos de Newton estão na obra "As profecias do Apocalipse e o livro de Daniel" (Editora Pensamento), traduzida integralmente para o português pela primeira vez. As análises newtonianas coincidem apenas em parte com o que os modernos estudiosos da Bíblia consideram ser a interpretação mais provável das Escrituras. Mas não devem ser lidas como sinal de que o cientista tinha um lado "retrógrado" ou "obscurantista", alertam especialistas. Pelo contrário: é bastante possível que a fé religiosa de Newton, e seu interesse por assuntos esotéricos, tenham facilitado suas descobertas.
"A gente tem de inverter a relação. Não é apesar de suas crenças religiosas e místicas que o Newton consegue dar o pulo do gato nos trabalhos sobre a gravidade; é justamente devido a elas", afirma José Luiz Goldfarb, historiador da ciência e professor de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). "Os próprios estudos bíblicos de Newton já denotam uma sensibilidade mais crítica e moderna, uma tentativa de estudar as profecias de forma quase matemática, usando cronologias detalhadas."
"A gente costuma deixar ciência e religião bem separadas, mas o fato é que os manuscritos de Newton, que chegam a 4.000 páginas, abordam principalmente esses estudos místicos e esotéricos", conta Mauro Condé, professor de história e filosofia da ciência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Com a morte dele, a Universidade de Cambridge e a Royal Society [principal sociedade científica do Reino Unido, da qual ele fazia parte], que tinham um modelo para o que deveria ser o trabalho científico, privilegiaram parte da obra dele e deixaram o resto vir a público de forma meio aleatória", diz o pesquisador.
O livro em questão, publicado após a morte de Newton com base em suas anotações, é basicamente uma tentativa de desvendar o significado histórico das principais profecias do livro de Daniel (no Antigo Testamento) e do Apocalipse (livro do Novo Testamento que encerra a Bíblia cristã). Ambas as obras são caracterizadas pela riqueza de imagens simbólicas -- animais, estátuas, chifres, trombetas -- que funcionam como uma espécie de linguagem cifrada que o profeta propõe à sua audiência, e que às vezes é desvendada logo após a descrição das visões.
Newton, para quem Daniel "é um dos profetas mais claros para se interpretar", traça uma série de correspondências entre as imagens proféticas e eventos reais -- no seu esquema, por exemplo, menções a "dias" sempre se referem, na verdade, a anos, animais ferozes e poderosos correspondem a reis ou nobres, e assim por diante. Usando essa chave simbólica, o cientista se propõe a relacionar todas as grandes ocorrências da história mundial, do exílio judaico na Babilônia (a partir de 586 a.C.) à sua época, com as visões de Daniel e, em menor grau, com as de João, o autor do Apocalipse.
As duas principais visões do livro de Daniel se referem a uma estátua feita de vários tipos de metal precioso e não-precioso, e a uma sucessão de animais ferozes de aspecto sobrenatural. A interpretação tradicional (inclusive no interior do livro bíblico) é associar cada um dos metais e das feras a reinos que se sucederiam até o fim dos tempos, quando Deus salvaria seu povo e instauraria seu domínio sobre o mundo.
No caso da estátua, temos os metais ouro, prata, bronze, ferro e argila misturada com ferro; para Newton, a correspondência é com os impérios da Babilônia, da Pérsia, dos gregos de Alexandre Magno e de Roma; "ferro e argila" misturados significariam as nações européias oriundas do território fragmentado de Roma, fundadas a partir de reinos bárbaros. Um esquema semelhante é aplicado aos animais ferozes; Newton aproveita o fato de que um deles tem dez chifres para associá-lo aos dez reinos bárbaros europeus fundados após a queda de Roma.
Após esses dez chifres, surge mais um, "menor, e três dos primeiros foram arrancados para dar-lhe lugar. Este chifre tinha olhos idênticos aos olhos humanos e uma boca que proferia palavras arrogantes", diz o profeta. Newton afirma que esse chifre arrogante é a Igreja Católica, que havia se tornado um império ao adquirir vastas extensões de terra na Itália durante a Idade Média. O cientista traça a interpretação porque o livro de Daniel diz que o novo chifre "perseguia os santos".
Fortemente anticatólico, Newton associava a Igreja à promoção de práticas vistas por ele como demoníacas, como a adoração dos santos, bem como à perseguição dos verdadeiros cristãos. Para ele, a Igreja Católica também pode ser identificada com a Besta do Apocalipse, representada pelo número 666. Em seus cálculos, Newton dá a entender que o fim do mundo viria após a reconstrução do templo de Jerusalém, em torno do ano 2400 -- mas se abstém de apontar um ano específico.
Apesar do esforço interpretativo de Newton, poucos estudiosos atuais do texto bíblico vão concordar com sua análise. Para começar, enquanto o físico considerava que o livro de Daniel tinha sido escrito no século 6 a.C. pelo profeta do mesmo nome, o consenso moderno é que a obra é tardia, de meados do século 2 a.C. -- relatando, portanto, muitas coisas que já eram passado no tempo do profeta antes de se dedicar à profecia propriamente dita.
Assim, Roma e a época cristã nem seriam mencionadas em Daniel: o profeta estaria falando apenas dos reinos sucessores de Alexandre Magno que lutavam pelo controle da terra de Israel naquela época. "Seriam, portanto, profecias depois do fato", escreve Lawrence M. Wills, professor de estudos bíblicos da Episcopal Divinity School (Estados Unidos). De acordo com Wills, o chifre perseguidor dos "santos" representa, mais provavelmente, o rei sírio Antíoco Epífanes (morto em 164 a.C.), e não tem relação alguma com a Igreja Católica.
Tudo isso pode soar um bocado estranho para os que estão acostumados à separação moderna entre ciência e religião, mas José Luiz Goldfarb vê indícios dos interesses bíblicos de Newton na própria formulação da lei da gravidade. "No hebraico bíblico existe a palavra makom, que significa 'lugar'. Mas, com a evolução do pensamento rabiníco, ela passa a designar a própria divindade. O Newton cita essa palavra em seus escritos, e parece ter usado o conceito para explicar como a gravidade atuava à distância -- como a gravidade do Sol pode atrair a Terra, por exemplo. É como se entre o Sol e a Terra houvesse um makom, que é Deus, o qual está em todos os lugares", diz o pesquisador.
Goldfarb ressalta que Newton é só mais um exemplo de patrono da ciência que tinha suas idéias "fertilizadas" pelo pensamento místico de sua época. "Os dois campos se falavam e se influenciavam muito", diz. A crença monoteísta (num Deus único), se vista como um todo, também pode ter sido uma influência positiva nos primórdios da ciência e da filosofia, de acordo com Mauro Condé.
"O monoteísmo nos parece simples, mas já exige uma forma de pensamento mais sofisticada e abstrata", diz ele. "E a busca por essências da natureza, por leis ordenadas, é uma coisa que Newton compartilha com filósofos como Platão. Isso foi incorporado na teologia cristã desde o começo", afirma Condé.
Por: Delano Carneiro
Descreve de qual maneira os elementos se juntam e reagem entre si, bem como, a energia desprendida ou absorvida durante estes transformações. A química é o estudo das transformações da matéria em oposição à física que é o estudo de seus estados.
Uma das nossas primeiras sensações no nascimento é que o mundo é cheio de coisas, cheio de matéria. A química tenta responder ás perguntas sobre a natureza da matéria. Tentamos mostrar de maneira intuitiva a diferença entre transformações químicas e transformações físicas.Somos sensíveis aos fenômenos como a luz, o calor (temperatura), a distância, o tempo, a força e quando uma combinação destes fenômenos age sobre a matéria, esta matéria é modificada de uma maneira ou de outra. Por exemplo, se eu empurro a caixinha, ela pode mudar de lugar: é uma transformação física. Tipicamente, quando matéria sofre uma transformação física como a divisão de um pedaço de queijo, o produto resultante possui as mesmas propriedades físicas: a densidade, as resistências etc ficam imutadas.No caso do queijo que foi cortado em dois pedaços, constatamos que os pedaços ainda são do mesmo tipo de queijo apesar de ser mais leves e mais fácil a ser comidos: é uma transformação física. Porém, se a matéria sofre uma transformação química, o resultado é uma ou mais substancias diferentes com suas propriedades. Uma vez comido, o queijo é atacado por diversos produtos para fornecer diversos fluidos e também energia e assim sofre uma transformação química
Por:Rayssa Coutinho
Ela é uma droga poderosa e socialmente aceita, além de ser saborosa; será que a Cafeína é mesmo inofensiva? Possui a propriedade de manter uma pessoa ligada por mais de três horas, sem grandes riscos e sem efeito colateral: mito ou verdade? A cafeína é um composto químico, conhecido cientificamente por trimetilxantina de fórmula C8H10N4O2, é o principal componente do nosso famoso café. Segundo estudos, essa bebida estimula o sistema nervoso e causa efeitos como: aumento da concentração, atenção e memória. Os efeitos da cafeína no organismo variam de pessoa para pessoa. Alguns fatores influem no resultado como a idade, o peso e a capacidade do fígado de digerir esta substância. Em média, uma xícara de café já é suficiente para deixar um adulto alerta de 3 a 6 horas. A explicação fisiológica para este contexto provém do neurotransmissor Adenosina, esta substância produzida no cérebro é a responsável pela sensação de sono, é ela que prepara nosso corpo para o descanso ao final do dia. O que a cafeína faz é impedir a ação da Adenosina e em conseqüência disso aparecem os sintomas de alerta e perda de sono. Resumindo: no cérebro a cafeína é confundida com a Adenosina. A cafeína então ocupa o lugar da Adenosina e reverte todo o processo. Já que a reação corre no cérebro, a cafeína pode então causar dependência? Ela age como uma droga, apesar de ser leve, mas estudos já comprovaram que pessoas que ingerem café regularmente ficam ansiosos, irritados ou com dor de cabeça se não tomarem sua dose diária. Mas é bom não exagerar na bebida, uma quantidade superior a 500 miligramas de cafeína (o equivalente a 3 xícaras de café expresso forte) podem levar a um processo de intoxicação.
Por: Cardoso Júnior
A indústria petroquímica brasileira: panorama atualA indústria petroquímica brasileira atual é conseqüência do planejamento estatal iniciado em 1965 com a instalação do GEIQUIM - Grupo Executivo da Indústria Química, responsável pelas orientações básicas na concepção dos três pólos petroquímicos hoje existentes, que iniciaram as suas atividades ao longo de um período de 10 anos: (1) pólo de São Paulo (Capuava/Santo André), em 1972; (2) pólo da Bahia (Camaçari), em 1978 e (3) pólo do Rio Grande do Sul (Triunfo), em 1982. Nestes pólos, situados próximos a refinarias da Petrobras, está hoje localizada a quase totalidade das indústrias petroquímicas de 1a. e 2a. gerações, embora existam algumas instalações destas modalidades, de menor porte, em outros centros industriais do país. Apesar de a expressiva produção brasileira de 3 milhões de toneladas/ano de eteno, o balisador da produção petroquímica, corresponder atualmente a 3% da produção mundial, ainda não existem no país empresas petroquímicas de grande porte, totalmente integradas e empresarialmente verticalizadas, a semelhança do que ocorre nos Estados Unidos, Europa e Japão.
Nos últimos 12 anos, vem decrescendo continuamente a ação coordenadora e o apoio estatal ao setor petroquímico, expressas no período de implantação da indústria na forma de financiamentos de bancos oficiais, da participação da Petroquisa, subsidiária da Petrobras, nos empreendimentos e do fornecimento de nafta em condições favorecidas. As privatizações dos anos 90, iniciadas no governo Collor, acompanhadas pela abrupta abertura comercial e pelo encolhimento das proteções tarifárias, não favoreceram novos investimentos na indústria petroquímica, cujo crescimento praticamente estagnou durante a década, como indica o pequeno crescimento do setor, de apenas 9% entre 1990 e 1997 comparado a um aumento do PIB em torno de 21% nesta fase economicamente turbulenta do país. Nesse período, a Petroquisa deixou de atuar como planejadora e arquiteta da política industrial do setor e teve de alienar a maior parte de suas participações societárias. Mais recentemente, em 2000, foi interrompido o subsídio à nafta recebida da Petrobras. Tendo em vista que, em média, 83% dos custos variáveis da indústria provêm da matéria-prima, este fato, previsivelmente, teve impacto fortemente negativo na competitividade das empresas nacionais, principalmente das de 2a. geração, mais suscetíveis à concorrência de produtos similares importados.
As três petroquímicas de 1a. geração, Petroquímica União, Braskem-Unidade de Insumos Básicos e Copesul, são de capital predominantemente nacional, como também a maioria das de 2a. geração, entre estas destacando-se Braskem, Oxiteno, Petroflex e Ipiranga. No entanto, empresas mundiais, como p. ex., Dow Química, Rhodia, Basell (associação petroquímica entre Basf e Shell), Solvay e outras, têm aqui expressiva presença na 2a. e na 3a. gerações através de suas filiais, algumas delas já instaladas antes do surgimento dos pólos petroquímicos. As empresas globais se distinguem das nacionais pelos produtos de maior valor agregado, atuando destacadamente na área de especialidades químicas, com forte conteúdo tecnológico, constantemente atualizado e ampliado através do apoio dos centros de P&D localizados nos países de origem.
Mesmo após as reestruturações ocorridas neste ano, a indústria petroquímica no Brasil encontra-se ainda pulverizada em um grande número de empresas, apresentando um nível de verticalização extremamente baixo ao contrário do que ocorre no resto do mundo. Assim é que, em 2001, no pólo de São Paulo, representado por unidades de Capuava, Santo André e Paulínia, existiam nada menos do que 24 diferentes empresas de 2a. geração; em Camaçari-Ba, estavam instaladas 19 empresas de 2a. geração, além da Copene, que é como era chamada a atual Unidade de Insumos Básicos da Braskem; e em Triunfo, a Copesul abastecia 7 empresas de 2a. geração. Além disso, é comum a presença de uma mesma empresa nos três grandes pólos
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Um teste relativamente simples de ser realizado em um laboratório é a análise da presença de um certo elemento em uma solução.Com o uso de um fio de platina e uma chama (gás) é possível, com alguma sorte e técnica, obter uma bela cor que indica a presença de um determinado elemento em solução.Por exemplo, a cor verde clara indica a presença de boro, vermelho indica estrôncio, amarelo indica a presença de sódio, …Um dos problemas desse tipo de análise é a frequente contaminação da amostra por sódio, mascarando a observação de outros elementos.
Por: Sammily Sales
Há livros que contam histórias e há livros que têm uma história. E há também livros que contam histórias e têm uma história que vale a pena contar. É o caso do livro “Os Elementos Químicos”, com o subtítulo “A história fascinante da sua descoberta e dos famosos cientistas que os descobriram”, de Nechaev e Jenkins, que acaba de sair na editora Replicação de Lisboa.As histórias são as histórias das descobertas dos elementos químicos, dos principais elementos que compõem a Tabela Periódica que o químico russo Dmitri Mendeleev descobriu em 1869. Para o leitor ficar com uma ideia do estilo simples e cativante de Nechaev (Jenkins entra só no fim, já lá vamos) transcrevo no post anterior um trecho do capítulo consagrado precisamente a Mendeleev. Esse capítulo relata-nos como é que, a partir das suas aulas, muito populares, um jovem químico perseguiu e alcançou a ideia de unidade no mundo químico.Mas a história do livro é talvez ainda mais interessante do que qualquer uma das histórias da história da química. A obra recém-publicada em português saiu originalmente na Rússia em 1939. Conheceu várias reedições e acabou por ser publicada, em tradução para inglês, nos Estados Unidos em 1942 e na Inglaterra em 1944 (tudo isto se passou, portanto, durante a Segunda Guerra Mundial). O livro foi envelhecendo nas estantes das bibliotecas... Eis senão quando um químico inglês, Jenkins, em 1994 encontra o velho livrinho (a edição de 1944) e lhe acha graça. Publica-o em 1997, acrescentando-lhe um capítulo final com as devidas actualizações. Mas houve um problema inultrapassado: não se conseguiu encontrar nem o autor nem sequer a mínima pista dele. No prefácio, o segundo autor perguntava se algum dos leitores saberia sobre quem seria Nechaev. Teve sorte. Um professor norte-americano de Matemática, do College University of New York, Victor Pan, chegou à nova edição absolutamente por acaso, com a ajuda de um seu aluno. Acontece que ele conhecia a velha edição russa. Tinha sido escrita pelo pai dele, Yakov Pan, sendo Nechaev um mero pseudónimo.Yakov Pan foi um judeu ucraniano, de origem muito humilde. Era um de 18 irmãos, dos quais só 10 atingiram a idade adulta. Conseguiu, pelo estudo, chegar a uma escola de Moscovo e depois formar-se em química numa das melhores universidades técnicas da capital russa. “Os Elementos Químicos”, o seu livro de ciência popular de 1939, foi um êxito instantâneo. Infelizmente, morreu em 1941, com 35 anos, na luta contra os alemães. Tinha-se oferecido como voluntário para o Exército Vermelho apesar de sofrer de tuberculose.O filho único, nascido dois anos antes da morte do pai, sobreviveu à guerra. Em 1976 emigrou para os Estados Unidos, trazendo consigo o livro do pai assim como uma velha fotografia dele. E foi a história da vida do pai, acompanhada pela fotografia que, numa carta, ele enviou com muita simpatia a Jenkins. A comovente carta vem publicada na edição portuguesa e só fico com pena de não ver a foto.Parabéns à Replicação, uma pequena editora que já tem 25 anos, que assim alarga a sua colecção de ciência, com um título a quem os anos não fizeram estragos. O ar arcaico dos desenhos, de Boris Van Lonn, dá um certo encanto ao livro. Não hesito em recomendá-lo para todos os que apreciem uma aproximação popular à ciência química, que neste aspecto tem sido – injustamente, acrescente-se – desfavorecida relativamente à física, à matemática e à biologia. A Química é tão divertida como as outras ciências!Pai Nox que estais nos sais
Balanceada seja a vossa nomenclatura
Venha a nox o vosso rênio
Periódica seja a vossa vontade
Assim no ferro como no sal.
O pão nox de cada dia nos boroso
Oxidai nossa valência
Assim como oxidamos a quem nos tem
Anidrido
Não nos deixeis cair em oxi-redução
E livrai-nos do sal.
Ametal.
Por: Sammily Sales
Transcrevo extracto do livro de Nechaev e Jenkins, “Os Elementos Químicos. A história fascinante da sua descoberta e dos famosos cientistas que os descobriram”, Lisboa: Replicação, 2008, que foi publicado originalmente na Rússia em 1939. Este trecho ilustra a relação entre pedagogia e a ciência: Mendeleev chega à sua Tabela Periódica a partir de uma cuidadosa preparação das suas aulas."Em 1867, um jovem químico chamado Dmitri Mendeleev foi convidado a ocupar a cadeira vaga de Química Geral, na Universidade de S. Petersburgo, na Rússia.Era uma grande honra ser convidado a leccionar o curso mais importante de Química na principal universidade do país e o professor, de 33 anos, resolveu fazer todo o possível para mostrar que era digno dela.Mendeleev começou a preparar as suas aulas com entusiasmo. Enterrou-se no meio de livros e jornais. Foi buscar todos os apontamentos que tinha tomado sobre o seu trabalho, ao longo de anos de estudo e investigação. Afundou-se num mar imenso de factos, experiências e leis, estabelecidas no decurso de décadas por centenas de químicos. Existia material suficiente para uma dúzia de cursos universitários. Mas, estranhamente, quanto mais Mendeelev mergulhava na ciência que há tanto tempo lhe era familiar, tanto mais difícil se lhe afigurava a sua tarefa.No Outono começou o seu curso. As suas aulas tiveram um sucesso enorme. A sala de aula ficava apinhada, à semelhança de um auditório de um teatro em que vai actuar um actor famoso. Vinham pessoas de outros departamentos para o ouvir – da Faculdade de Direito, da Escola Médica e do Departamento de História. Vinham pessoas de outras instituições. Vinham em bandos para a sala de aula e sentavam-se à espera, muito tempo antes da hora prevista para o início da aula. Ficavam de pé nas passagens entre os bancos e e amontoavam-se no corredor, em volta da porta. Empurravam-se à volta da mesa de experiências, na parte da frente da sala.Poucas vezes um professor universitário tivera a sorte de ter um sucesso igual. Apesar disso, lá bem no fundo do seu coração, Mendeleev não se sentia satisfeito.Começou a trabalhar num livro novo, que tratava dos princípios fundamentais da Química. Chamou-lhe “Os Princípios da Química”. Escreveu depressa e com facilidade, servindo-se dos apontamentos que tinha tirado para as suas aulas. Os alunos procuravam ansiosamente ter as brilhantes aulas por escrito. Mas Mendeleev ainda não estava satisfeito. O livro não era o que ele desejava que fosse.Ele começara a ter a sensação de que a ciência química era uma floresta densa, sem trilhos nem caminhos. Sentia-se como se estivesse a deambular de árvore para árvore nessa floresta, descrevendo cada uma delas separadamente. E havia tantos milhares de árvores!Por esta altura, os químicos conheciam 63 elementos puros. As combinações desses elementos davam centenas e milhares de substâncias diferentes: óxidos, sais, ácidos, bases...Existiam gases, líquidos, cristais, metais...Existiam substâncias de cor e substâncias com um brilho que cegava, substâncias com e sem cheiro, duras e moles, amargas e doces, pesadas e leves, estáveis e instáveis – não havia duas exactamente iguais.Os químicos tinham investigado cuidadosamente toda a enorme variedade de coisas que compõem o mundo. Conheciam centenas de pormenores acerca de cada coisa em particular. Sabiam até, exactamente, como fazer estes compostos e qual era o método mais barato.(...) Mendeelev não queria enveredar por este labirinto ao acaso. Enquanto preparava o seu curso universitário sobre as leis da Química, continuou sempre à procura de uma lei geral, de uma ordem natural que regesse todos os elementos. Ele estava convencido de que essa lei devia existir, uma espécie de uniformidade escondida entre os elementos, tão diferentes uns dos outros no aspecto. E era disso que ele andava à procura.”terça-feira, 2 de setembro de 2008
Química Forense
Vejamos um CASO REAL:
Num caso real os químicos forenses do Laboratório Forense da Polícia Metropolitana de Londres desvendaram um caso de homicídio. Amostras de rotina recolhidas do corpo de um jardineiro paisagístico foram analisadas por estudantes de medicina. Um estudante observou vestígios invulgares.Os químicos forenses efectuaram análises radioimunoquímicas e cromatografia líquida de alta resolução em amostras com um ano, que tinham sido conservadas em formalina. Os químicos forenses detectaram a presença de paraquato, um composto venenoso à base de amónia, solúvel em água, utilizado em herbicidas. A viúva do jardineiro confessou que tinha posto esse produto na bebida do marido. Foi condenada por assassínio.

